No mês da mulher: o seu destaque com a humanização

As mulheres vêm dominando profissões que antes eram consideradas masculinas e, cada vez mais, tornam-se grande líderes. Para exemplificar esse crescimento, uma pesquisa recente, divulgada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), mostra que as mulheres representam 45% dos cargos de direção nas empresas e, mais do que isso, na área de comunicação corporativa, especificamente, representam 69%.

A luta feminina surgiu há muitos anos. Com a modernização e a conscientização de que todos somos iguais – apesar do preconceito e de infelizmente ainda existirem inúmeros casos de feminicídio- pelo menos no ambiente corporativo, podemos perceber uma grande evolução das mulheres, que buscam se destacar no mercado com a ajuda de um poderoso aliado: uma gestão humanizada dentro das empresas. Já está mais do que comprovado que uma corporação que  tem como foco o ser humano por trás do crachá facilita as relações internas, e mostra que o colaborador é a base para a conquista de qualquer resultado.

Apesar de tudo isso ser muito fácil de entender na teoria, você deve estar se perguntando como a humanização pode ser aplicada no dia a dia do ambiente de trabalho. A resposta está no comportamento das pessoas. Não importa o gênero do colaborador ou do gestor, todos devem ser cuidados, valorizados e reconhecidos. É preciso investir na essência da colaboração e na empatia, sabendo se colocar no lugar dos outros. Listo abaixo três medidas que ajudam a diminuir o preconceito contra a mulher e, consequentemente, no progresso profissional de todos:

  • Trabalho em equipe:a colaboração deve ser o foco de um time. Dessa forma, aquela competitividade não saudável some e os resultados aumentam. Assim, as mulheres não se sentem inferiorizadas em relação aos homens, e conseguem mostrar que também podem se destacar, por meio de suas competências, uma vez que o clima proporciona o entendimento de igualdade. Assim o foco está no “ser humano”.
  • Igualdade nos cargos: Um gestor, em uma empresa humanizada, recebe o mesmo tratamento de um estagiário. O mesmo acontece com a política salarial- homens e mulheres com as mesmas funções e atribuições recebem o mesmo salário, sem fazer distinção de gênero.
  • Política contra o assédio:As mulheres podem ser assediadas de várias formas. Hoje, já é possível encontrar empresas que adotam medidas contra qualquer atitude de assédio moral, oferecendo proteção para que elas continuem lutando pelo seu espaço sem sofrer nenhum tipo de discriminação.

Barreiras que ainda impedem o crescimento das mulheres

Apesar da humanização já acontecer em diversos setores atualmente, ainda existem corporações que seguem um modelo de gestão mais rígido. Quando é assim, é mais comum que o sexo feminino crie uma certa insegurança e falta de autoconfiança, simplesmente pelo fato de a sociedade ainda ser machista em muitos pontos. Dessa forma, acham que sempre vão errar e que aquele tão desejado cargo não é para elas. Isso acontece com frequência em áreas que predominam homens- como  a de TI, por exemplo.

Para combater isso, é importante que as mulheres se permitam ser protagonistas. Tomar as rédeas da carreira é algo que todos os profissionais devem fazer, até para encontrarem o seu verdadeiro propósito e se realizarem com o que fazem. A humanização, como citei acima, mesmo que de uma maneira indireta, pode ajudar as mulheres a deixarem a insegurança de lado e saberem se posicionar no cotidiano, lembrando-se de que poderão se tornar grandes líderes, no momento em que se empenharem e acreditarem em seu potencial. Em alguns casos, em vez de empecilho, o gênero pode ser até mesmo visto como um facilitador. Por isso, as mulheres devem seguir em frente e ocuparem seus espaços.

 

Vagas

Susanne Anjos Andrade é especialista em desenvolvimento humano e autora dos best-sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” (Editora Gente) e “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança e transformação digital. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”, e parceira da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP).  

susanne@andradebarros.com.br

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Fonte: https://www.catho.com.br/

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